O VAGABUNDO – CHARLIE CHAPLIN

O VAGABUNDO – CHARLIE CHAPLIN

Essa é a estreia da seção de filmes do blog e não pode ser melhor do que com o gênio da comédia, nosso eterno Charlie Chaplin.

Certamente o cinema é mudo, mas as imagens e a trilha sonora são bem vivas e eternas para os apaixonados pela 7ª arte.

Um pedinte, uma dama, um cigano e um artista: essa é a trama do filme. Seria muito injusto chamar nosso gênio da comédia de vagabundo, preferimos dizer que essa é uma alma que transbordava alegria e autenticidade, pedindo em troca apenas a generosidade do próximo. Fique com mais essa obra prima do cinema!

53º filme do cineasta e gênio da comédia: Charlie Chaplin. Publicado em 1916 e estrelado por: Edna Purviance, Eric Campbell, Leo White e Lloyd Bacon.

Título original: The Vagabond, 1916
Direção: Charlie Chaplin
Crédito e agradecimento: Internet Archivehttps://archive.org/
* obra de domínio público *

 

 

 

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INTELIGÊNCIA POSITIVA

Dizem que crítico é aquela pessoa que não deu certo em alguma profissão e passa ganhar a vida colocando defeitos em tudo. Até pouco tempo eu era o cara certo para a vaga.
Passei boa parte da minha vida afiando a minha visão crítica. Nada era perfeito para mim, tudo tinha defeitos, principalmente, as pessoas. É muito difícil viver num mundo insatisfeito.

Um dia eu estava assistindo o jornal e vi a matéria sobre o lançamento do fenômeno Pokémon Go. Mal o repórter explicou como funcionava o jogo e já veio o pensamento “Alguém vai ser atropelado jogando!”. Um segundo depois aparece a imagem da menina americana que tinha sido atropelada. Logo em seguida, a reportagem mostrou casos de outras pessoas machucadas. Eu não fiquei feliz com o meu pensamento, por mais que ele estivesse certo. Claro, que o jogo pode causar acidentes para os mais desavisados, mas eu deixei de ver o lado positivo do aplicativo. Como os jogos do Wii, o Pokémon Go faz a gente andar, deixando o sedentarismo de lado.

Por que eu não fiquei feliz com o meu pensamento crítico? Porque eu li o livro Inteligência Positiva do autor Shirzad Chamine. Ele é um Coach respeitado, nos EUA, que desenvolveu uma linha de estudos sobre os nossos pensamentos. As suas pesquisas descobriram que para uma pessoa ou um grupo ter alta performance, numa escala de 0 a 100, deve pensar de forma positiva 75% do tempo. No site da Editora Objetiva tem um teste que você pode fazer – www.objetiva.com.br/testeinteligenciapositiva.

O assunto é bem interessante. Eu já ouvi falar diversas vezes sobre autossabotagem e como isto afeta as nossas vidas. O autor aprofunda mais e explica que para sobreviver, o cérebro cria sabotadores e usa-os para que a gente não se arrisque. Shirzad Chamine fala que o principal é o Crítico e atua com outros como o Inquieto, o Controlador e o Insistente, por exemplo. Agora todas as vezes que tenho um pensamento negativo, eu analiso e vejo se não é o Crítico atuando. Pode parecer estranho à primeira vista, mas eu percebi uma diferença na minha postura e, por consequência, nas minhas atitudes. Passei a ficar menos estressado, menos frustrado e mais confiante.

Aumentar a inteligência positiva traz muitos benefícios. Aos poucos, eu estou cobrando menos de mim, policiando menos meus pensamentos e atitudes. Estou deixando o Crítico de lado na hora de escrever para que as ideias fluam com mais rapidez. Tenho mais consciência de como fazer o meu trabalho sem a ansiedade e o pensamento “acho que isto não vai dar certo” e “o que os outros vão pensar?”.

Shirzad Chamine deixa claro em seu livro que não vamos conseguir eliminar o Crítico e seus sabotadores do cérebro. Nós podemos enfraquecê-los a ponto de não atrapalhar as nossas vidas. A meu ver, um mínimo de pensamento crítico é bom para a gente evitar correr riscos desnecessários, como não olhar para os lados antes de atravessar a rua caçando um Pokémon.

Eu recomendo a leitura desse livro e a prática dos exercícios que ele propõe. É um livro de estudo que merece lugar de destaque na cabeceira, na mesa de trabalho e onde quer que esteja. O texto é atrativo e com uma linguagem fácil de entender. Ele aborda assuntos de comportamento e neurociências que me despertou interesse em pesquisar mais sobre o assunto. Aqui vou deixar um conselho: leia o livro sem preconceitos. Ele não se trata de mais um livro de autoajuda. O conteúdo é baseado em pesquisas realizadas por especialistas que estudam o funcionamento do cérebro. Falando assim parece chato, mas não é. Ainda mais quando o assunto principal é auxiliar a gente a atingir o máximo do nosso potencial. Logo na capa, o que mais me chamou atenção foi a seguinte frase:

Por que só 20% das equipes e dos indivíduos alcançam o seu verdadeiro potencial e como você pode alcançar o seu.
Shirzad Chamine

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Isso me chamou atenção porque eu estava cansado de fracassar e não entendia o porquê. Quando eu li essa frase, o primeiro sentimento que tive foi de desânimo de saber que poucas pessoas têm sucesso.

Virei as primeiras páginas com desconfiança e curiosidade ao mesmo tempo. “Qual será o truque que ele quer propor”, eu pensei. O texto foi me desarmando e prendendo a atenção. É por isso, que mais uma vez eu convido você a deixar seu pensamento crítico de lado e ler um dos livros que ficou na lista do mais vendidos do New York Times.

Um grande abraço,

Alecio Neto – Redator por profissão, poeta por paixão!

Título original: Positive Intelligence, 2013
Editora: Fontanar/Objetiva
Tradutora: Regiane Winarski
ISBN: 978-85-539-0046-21
Gênero: Autoajuda, negócios, socilogia
Número de páginas: 216